sexta-feira, 27 de julho de 2012

Resenha de Colaborador - O Clã dos Magos (Trudi Canavan)

Postado por Ingryd Lessa às 7/27/2012 07:47:00 PM
Oi pessoal!! Hoje trago uma novidade para vocês! O PseudoEstante vai ter uma nova coluna chamada Resenha de Colaborador, onde serão publicadas resenhas feitas por amigos meus que super toparam dar uma mãozinha com a leitura! Eu sugeri, eles abraçaram a ideia e já tenho o primeiro resultado dessa parceria. O colaborador de hoje é o João Linhares, que fez a resenha de O Clã dos Magos!

Sinopse:
Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.
Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente.
Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.
Skoob - Book Trailer - Facebook - No site da Editora

Resenha:
É complicado fazer uma história sobre magia, porque ela pode seguir vários rumos. Em “O Clã dos Magos”, Trudi Canavan segue uma diretriz do estilo de Harry Potter: uma realidade, com classes sociais distintas, em que existem pessoas normais e pessoas que podem utilizar magia. Essas necessitam de treino, ou seja, devem ser encaminhadas ao clã para aprenderem a utilizar tal talento. Apesar de ideia e história interessantes, o livro poderia ter sido bem melhor. 

A história começa com uma garota chamada Sonea, uma personagem de classe social baixa, que se reencontra com seus amigos Harrin e Cery, que fazem parte de uma gangue. No momento do encontro, está ocorrendo a chamada Purificação: uma tradição no reino de Imardin em que um clã, composto por magos, realiza uma varredura pela cidade, expulsando criminosos e vagabundos presentes no local. A gangue encarrega-se de se rebelar como pode, jogando pedras em vão na direção dos magos, que são paradas por um escudo mágico. Em dado momento, Sonea acerta uma pedra em um deles, liberando surpresa, preocupação e, acima de tudo, medo. E, quando se toca do que fez, ela foge. 

A primeira observação a ser feita é que o começo do livro é muito confuso. A autora demora a se achar na forma que decide escrever o livro. A história começa agitada, mas pouco direta, de modo que em um momento, Sonea está fugindo de um guarda e, do nada, já se aliou com a gangue. A história, inclusive, se perde muito nos detalhes, de modo que, quando a autora precisa ser direta, ela não é. E quando precisa ser detalhista, passa rápido. Mesmo assim, depois dos primeiros capítulos, a história se encontra e o livro adquire uma forma muito fácil de ler, tornando-se uma leitura leve e sem palavras difíceis. 

A história é, basicamente, dividida em duas partes. A primeira parte foca na fuga de Sonea. Como toda fuga, existem os momentos de tensão. Mas, ao mesmo tempo, o maior problema do livro está aqui: o livro é grande demais pra história que é. Apesar de ser uma leitura leve, é ao mesmo tempo cansativa, porque ficamos na expectativa de algo acontecer, e a demora desestimula. E, como eu comentei, quando algo finalmente acontece, termina em menos de cinco páginas. 

No entanto, uma das coisas mais interessantes do livro é a dupla narração. A história não é contada apenas pelo lado de Sonea, mas também pelo lado dos magos. Desse lado, existem os magos Rothen (meu personagem favorito) e Dannyl, além do “vilão” Fergun, do administrador Lorlen e do chefe do Clã, Akkarin. A história por aqui é basicamente contada por Rothen, e serve muito para dar uma diversificação na forma como enxergamos a história, permitindo que tenhamos opiniões distintas conforme a saga se desenrola. Além disso, por serem de classes sociais diferentes, conseguimos inclusive simpatizar com as polêmicas de uma classe pobre e oprimida em contraste com uma classe rica e acomodada.

A segunda parte do livro, na minha opinião, compensou tudo. É MUITO melhor do que a primeira. A segunda parte narra o aprendizado de Sonea com a magia e na parte principal do livro, que é uma conspiração que você terá que ler pra descobrir. Você começa a simpatizar muito mais com a Sonea (que não é nada carismática na primeira parte do livro) e, sendo ela a suposta personagem principal, você sente mais vontade de ler. O final do livro é, de fato, clichê, mas, se você se envolver com os mesmos personagens que eu me envolvi, você certamente vai querer ler o próximo livro porque, por mais exagerada que seja a escrita da Trudi, o suspense é, de fato, presente nas mais de 400 páginas.

Portanto, “O Clã dos Magos” não é um livro sensacional, está longe disso. É um livro normal, que possui óbvia continuação. É um livro que requer vontade no começo, mesmo sendo cansativo, mas que flui naturalmente nas páginas finais. Se me pedirem uma recomendação de livros para ler, esse não será o primeiro, nem o segundo ou terceiro que irei indicar. Mas, se você quiser ler, garanto que, das 200 páginas pra frente, você não irá se decepcionar.

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