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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Resenha de Colaborador #8: O Começo de Tudo (Wild Cards) - George R. R. Martin (Editora Leya)

Postado por Unknown às 1/21/2014 08:00:00 AM 1 comentários
Olá pessoal!! Hoje tem resenha feita pelo colaborador Allan Nogueira! Espero que gostem! ;)

Sinopse:
Em 1946, um vírus alien que reescreve o DNA humano é acidentalmente lançado aos céus de Nova Iorque, matando 90% dos que têm contato com ele. Entretanto, 9% sofrem mutações que os transformam em criaturas deformadas (conhecidos como Coringas) e o 1% restante (conhecidos como Ases) obtém super poderes. Uma parcela dos Ases é chamada de Dois, são os que adquiriram super poderes ridículos ou insignificantes. O vírus transportado pelo ar por fim se espalha sobre todo mundo, infectando dezenas de milhares de pessoas. Fazem parte da série contos e romances-mosaico que compartilham um mesmo universo ficcional. Criada por um grupo de escritores americanos, foi reunida e editada pelo autor best-seller George R.R. Martin.

Compre aqui:

Autor: George R. R. Martin - Editora: LeYa - Páginas: 480 - Gênero: Fantasia/ Super-heróis
Resenha:
O primeiro livro da série, escrito por vários autores, incluindo George R. R. Martin, e editado pelo mesmo, conta por meio de várias histórias curtas como a Terra seria após um suposto experimento virológico alienígena, em 1946, que pode causar 3 efeitos em humanos infectados: morte imediata ou em poucos dias em 90%; deformações incapacitantes ou não em 9%; e, nos 1% restantes, desenvolvimento de poderes sobre humanos.

A primeira parte do livro conta sobre a chegada do Dr. Tachyon à Terra a fim de impedir que o experimento aconteça, explicando que seu planeta natal, Takis, é dividido entre servos e as grandes famílias, cujos integrantes são dotados de grandes poderes psíquicos. Como essas famílias estão sempre em guerra umas com as outras, a família de Tachyon desenvolveu uma nova arma, o vírus carta selvagem, visando aumentar seus próprios poderes. Porém, era necessária uma fase de teste antes, e quem melhor que seus geneticamente idênticos, os humanos?

No entanto, a cruzada de Tachyon falha e o vírus é liberado, primeiramente em Nova Iorque, depois se espalhando de diversas formas pelo mundo, pouco a pouco. É então que os afetados começam a sofrer os efeitos de tirar as cartas. Os que tiram a Rainha negra, morrem instantaneamente ou em poucos dias de diversas formas, dependendo de seus próprios subconscientes. Os que tiram curingas sofrem deformações diversas, também guiadas, geralmente, por suas personalidades e características físicas. E existem os que tiram áses, ganhando poderes mas nenhuma deformação física, mas podendo ganhar poderes relativamente inúteis, sendo chamados de dois de paus.

Ainda nessa primeira parte, é contada parte da história do Dr. Tachyon e seu esforço para curar ou tratar os afetados, e como também se envolve na formação de um time de áses, os exóticos pela democracia, que representa os anos dourados dos afetados pelo vírus. O grupo age como apoio ao governo e passa a intervir em conflitos internacionais que fazem um paralelo ao nosso universo, como a guerra civil chinesa, a vitória comunista, a deposição de Perón na Argentina e uma tentativa de assassinato contra Gandhi na Índia. Mas essa era não dura muito e logo eles caem nas mãos do comitê de atividades antiamericanas (HUAC) e a histeria anticomunista. Suas reputações são destruídas e seus membros caem em desgraça e são deportados, à exceção do ás judas, Jack Braun, que traiu seus companheiros, marcando uma nova era, a de perseguição aos afetados pelo vírus.

Já na segunda parte do livro, as histórias são focadas em novos protagonistas, iniciando uma nova era para áses e curingas, como o Tartaruga, um telecinético cujos impressionantes poderes estão ligados sua sensação de segurança, o que o leva a agir dentro de uma casca, um carro reforçado e com câmeras em seu exterior, Jack Esgoto, um curinga que se transforma em um crocodilo quando perde o controle de suas emoções, até mesmo alguns naturais/normais, pessoas não infectadas pelo vírus. Nessa parte também vemos o retorno de Tachyon aos EUA, após o que aconteceu com os exóticos pela democracia e Blythe, sua amante e uma das integrantes do grupo, e subsequente deportação do alien para a Europa bem como sua nova vida como um bêbado e morador de rua. E esses são apenas alguns exemplos dos personagens apresentados no livro.

Concluindo, Wild Cards é um livro muito dinâmico na forma de contar sua história, preferindo seus personagens e pontos de vista a uma narrativa linear e direta. Também em sua escrita, um espelho dos acontecimentos do nosso universo, como a revolução comunista e o movimento hippie da década de 1960 e como curingas e áses atuam neles. A leitura é bem fácil, considerando que são várias histórias curtas, porém interligadas, o que a torna menos cansativa, e durante ela, podemos até relembrar um pouco da história mundial no século XX. Os personagens são muito bem explorados ao longo do livro ou em seus próprios capítulos na segunda parte, mas pode ser difícil lembrar-se de todos, visto que muitos são citados em diversas histórias antes de aparecerem em sua própria, mas isso se resolve facilmente com um leve retrocesso nas páginas para procurar essas citações e compreender melhor como cada uma das histórias está interligada com as outras.

sábado, 11 de maio de 2013

Resenha de Colaborador #7 - Lola e o Garoto da Casa ao Lado (Stephanie Perkins)

Postado por Unknown às 5/11/2013 12:28:00 PM 0 comentários
Olá queridos!! E aí, estão curtindo esse friozinho lendo algo bem gostoso em baixo de um edredom quentinho? Espero que sim! A coluna de hoje traz uma nova colaboradora aqui para o blog, a Renata Alves! Esta é a primeira resenha de uma série que ela escreveu para me ajudar (muito obrigada querida!), portanto podem esperar que ela aparecerá mais vezes por aqui! 

O livro de hoje é o "Lola e o Garoto da Casa ao Lado", da autora Stephanie Perkins e publicado pela Editora Novo Conceito. Espero que gostem e não deixem de comentar! Grande beijo! :)

Sinopse:
A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda... ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro.
Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.


Resenha:
"Lola e o Garoto da Casa ao Lado” é de autoria de Stephanie Perkins. A autora me conquistou com o romance “Anna e o Beijo Francês”, lançado no ano passado pela Editora Novo Conceito também. Foi por causa dessa história que fiquei curiosa e ansiosa para ler a história de Lola, acreditando que acertaria novamente.

Para ser honesta, Lola é uma figura estranha. Suas roupas e cabelos nada convencionais chamam atenção de qualquer pessoa na rua, e seria hipócrita da nossa parte dizer que se víssemos uma Lola passando na rua, não estranharíamos. Mas esse é o exterior de Lola, e ela não se importa com o que as pessoas pensam sobre isso. Lola é uma menina que está acostumada com o não convencional, afinal, ela tem dois pais, sua mãe biológica é uma viciada em drogas que vive enrolada em confusão, tem uma melhor amiga e um namorado roqueiro que é mais velho que ela.

Até aí, tudo bem. Ela consegue lidar com a implicância dos pais dela em relação ao namoro, ela se diverte e é inteligente. Seu único problema parece ser a casa ao lado. Seus vizinhos, há dois anos afastados, parece terem retornado. E com a volta da família, os gêmeos Calliope e Cricket e estão de volta.

Quando eles eram pequeninos, foram amiguinhos inseparáveis. Isso até o momento que os gêmeos saíram do ensino infantil e consideraram que Lola não era mais digna da atenção deles. Com Calliope virando uma promessa da patinação artística, as relações entre eles só pioraram, até que Lola e Cricket voltam a se relacionar. Mas, um mal entendido faz com que Lola fique magoada com o garoto, e isso é o que está incomodando agora.

Cricket é um garoto muito legal. Sempre dedicado aos outros, ele não reclama nunca das mudanças que a família tem que fazer e nem da dedicação de todos para Calliope. Mas nesse seu retorno, ele está decidido a resolver as coisas com Lola. Ele quer que ela saiba que não agiu de má-fé com ela e que sente falta do tempo que passaram juntos.

Uma coisa que reparamos fácil nessa história é semelhança da ideia da história com a de “Anna e o Beijo Francês”. Em ambos os casos existe um mal entendido, existe um garoto extremamente fofo e uma das partes está em relacionamento. Mas o lado bom da história é o retorno de St. Clair. Quer dizer, Anna também retorna, afinal, eles não poderiam estar separados, mas quem realmente deixou saudades foi Étienne St. Clair, o inglês mais francês que conhecemos.

A leitura é leve e envolvente, e obviamente, passamos o tempo todo torcendo para que as coisas terminem bem. Portanto, o que você está fazendo que ainda não leu?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Resenha de Colaborador #6 - A Aprendiz (Trudi Canavan)

Postado por Unknown às 4/22/2013 12:50:00 PM 3 comentários
Oi gente!!! Trago hoje para vocês mais uma super Resenha de Colaborador! Desta vez é sobre o livro "A Aprendiz", a sequência de "O Clã dos Magos", ambos da Trilogia do Mago Negro. Bom, então confiram aqui as impressões de João Linhares e não deixem de comentar! :)

Atenção! Esta resenha pode ter spoilers do primeiro livro da série, "O Clã dos Magos". Leia a resenha neste link!

Sinopse:
Sozinha entre todos os aprendizes do Clã dos Magos, somente Sonea vem de uma classe menos privilegiada. No entanto, ela ganhou aliados poderosos, como Lorde Dannyl, recentemente promovido a Embaixador. Ele terá, agora, de partir para a corte de Elyne, deixando Sonea à mercê dos boatos maliciosos e mentirosos que seus inimigos continuam espalhando... até o Lorde Supremo entrar em cena. Entretanto, o preço do apoio de Akkarin é alto porque, em troca, Sonea deve proteger seus mistérios mais sombrios.
Enquanto isso, a ordem que Dannyl está obedecendo, de buscar fatos sobre a longa pesquisa abandonada de Akkarin sobre o conhecimento mágico antigo, o está levando a uma extraordinária jornada, chegando cada vez mais perto de um futuro surpreendente e perigoso.


No Skoob - Book Trailer - Informações no site da Editora - Compre na Saraiva

Resenha:
Se existe uma forma incrivelmente eficiente de se escrever uma sequência, é trabalhar com fervor os erros cometidos no primeiro livro. Reler, identificar problemas, bolar soluções, manter a narrativa usada ou reinventar um estilo melhor que o previamente usado. E Trudi Canavan conseguiu resolver vários problemas do primeiro livro, e encaminha-se a resolver os outros e, por isso, tentou que dar-lhe os parabéns. E antes de começar, vale ressaltar que, sendo uma resenha de uma sequência, chances de spoiler do primeiro livro são altas, assim como do próprio "A Aprendiz".

Primeiramente, vamos, de forma generalizada, relatar a história do livro. Após Sonea descobrir a verdadeira realidade por detrás da força do Lorde Supremo do Clã, Akkarin, e dividir a informação com o administrador do Clã Lorlen (sem querer) e com o professor de alquimia e seu guardião, Rothen, ela entra na universidade, finalmente como aluna, após meses de aula de controle com o seu guardião, necessárias para estabilizar seu poder. Logo cedo descobre que será muito difícil conquistar amigos e seu espaço como maga, porque um colega seu de turma, Regin, torna-se um líder do bullying com a maga favelada, atormentando ela sempre que pode, e da maneira que pode. Além disso, temos que Lorlen nomeia Dannyl, amigo e ex-aprendiz de Rothen, como Segundo Embaixador do Clã em Elyne, com o intuito de lançar Dannyl em uma busca pelo país, passando por todos os reinos e buscando o passado de Akkarin, obviamente para tentar descobrir como, quando, onde e porque seu amigo, o Lorde Supremo, faz uso de magia negra.

Bem, dito isso, agora vamos lembrar do primeiro livro. Basicamente, ocorrem duas coisas ao longo do livro: Sonea foge ao descobrir que possui natureza para ser uma maga, e após ser encontrada, ocorre toda uma disputa entre os magos Rothen e Fergun para descobrir quem será o guardião da maga recém-descoberta. São gastas 500 páginas para narrar esses únicos dois fatos que quase não se desdobram, o que tornou a leitura demasiadamente cansativa. Além disso, o livro apresentava algumas confusões de narração, detalhes mal colocados e falta de exploração dos personagens. Pois bem.

Trudi resolve quase TODOS esses problemas. Primeiramente, vamos falar de Sonea. Trudi não poupou esforços em tornar a Sonea sem-graça da primeira parte do primeiro livro em uma Sonea amadurecida, com vontade de aprender, de estudar e uma personalidade fortíssima. Você sente como ela sente, e isso é muito difícil de fazer. Mais difícil ainda é passar a emoção mais complicada para o leitor: o medo. E quando Sonea sente medo, você sente medo. Além disso, as alegrias, as esperanças, as raivas, as tristezas: tudo isso é passado com clareza. E, sendo ela a personagem principal do livro, dá muito mais gosto ler quando é a Sonea que narra.

domingo, 28 de outubro de 2012

Resenha de Colaborador #4 - Estou Com Sorte (Douglas Edwards)

Postado por Unknown às 10/28/2012 01:15:00 PM 0 comentários
E aí pessoal!! Hoje trago para vocês a quarta Resenha de Colaborador! O parceiro de hoje é o Kadu Sousa, dono do blog Nerd Revollution! Apreciem sem moderação, esta resenha está DEMAIS! E aproveitem que tem PROMOÇÃO no blog dele em parceria com o PseudoEstante valendo um kit do livro! Grande beijo :)

Sinopse:
Comparar o Google a um negócio comum é como comparar um foguete a um Edsel. No seu começo, o Google abraçou extremos — dias infindáveis abastecidos com comida farta e de graça, debates infindáveis baseados em dados, e jogos de hóquei de tirar sangue. Os líderes recém-formados da empresa procuravam mais do que velhos caminhos para o sucesso; eles queriam disponibilizar toda a informação do mundo para todos instantaneamente. O Google, como o Big Bang, era algo único, uma liberação explosiva de inteligência bruta e inigualável energia criativa, e enquanto outros descreveram o que o Google conquistou ninguém jamais explicou como era se sentir fazendo parte disso. Pelo menos até agora.

Douglas Edwards, o funcionário numero 59, oferece uma primeira visão por dentro do que era ser um Googler. Experimente a mistura enervante de camaradagem e competitividade enquanto Larry Page e Sergey Brin, os jovens e idiossincráticos parceiros da empresa, criavam uma estrutura famosa pela sua não hierarquia, pela luta contra a sabedoria convencional, e a corrida para implementar uma miríade de novos recursos, enquanto, tranquilamente enterravam ideias passadas e produtos danificados. Estou Com Sorte captura pela primeira vez a cultura autoinventada da mais transformadora corporação do mundo e oferece um acesso único às emoções, particularmente as tensões, experimentadas por aqueles que construíram da noite para o dia uma das marcas mais conhecidas do mundo.
Skoob - Informações no site da editora - Facebook - Book Trailer

Resenha:
          Todo mundo tem um certo interesse em saber como funciona o Google. Um programador talvez queira investigar sua poderosa ferramenta de busca, enquanto um jornalista tenha mais curiosidade em seus produtos e funcionários. Entretanto, os mais deslumbrados somos nós, pessoas comuns que usam seus serviços todos os dias, mais preocupados em encontrar nossos resultados do que propriamente em seus mecanismos.
           Tal curiosidade se revela rapidamente quando é anunciado um novo serviço ou produto, sendo o exemplo mais recente o Google+ e o Google Glass. A popularidade da rede social foi quase instantânea, muito antes até de seu lançamento, enquanto pouco se sabe sobre os óculos de realidade aumentada, mas muito se espera.
             Entretanto, o meu interesse sempre foi saber como é trabalhar em um dos escritórios, famosos por serem enormes, bonitos, completos e provavelmente um dos melhores e divertidos locais de trabalho. Então, pode-se dizer que tive muita sorte quando recebi o convite para resenhar o livro de Douglas Edwards, o funcionário número 59 do Google.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Resenha de Colaborador #3 - Conselho de Amiga (Siobhan Vivian)

Postado por Unknown às 9/07/2012 07:05:00 PM 0 comentários
E aíí galeriis, curtindo o feriado? Espero que sim, mas tenho certeza que agora o dia vai ficar melhor porque tem Resenha de Colaborador nova na área! Desta vez, é uma colaboradora: bem vinda Giselle Souza! A Gi resenhou para a gente o livro "Conselho de Amiga", da Siobhan Vivian (mesma autora de "Não sou este tipo de garota"). Não deixem de comentar! :*

Ruby está completando 16 anos... mas o dia especial não é tão doce quanto foi planejado. Seu pai desaparecido há muito tempo aparece e Ruby não quer ter nenhuma relação com ele. Ao contrário, ela quer sair com seus amigos — a leal Beth, a perigosa Katherine e a fofoqueira Maria. 
Elas dão muitos conselhos a Ruby — sobre garotos, seu pai e como ela deve se vestir e como deveria estar se sentindo. Mas, na verdade, ela não sabe o que pensar ou sentir. Especialmente quando um novo garoto entra em cena... e Ruby descobre que algumas de suas amigas não são tão verdadeiras quanto dizem.

Resenha:
A frase que descreve perfeitamente esse livro é "nada é o que parece". E é exatamente isso, fui surpreendida completamente com essa história. 

Siobhan escreve maravilhosamente bem nesse livro. Eu já tinha lido o outro dela, "Não sou este tipo de garota" (e achei muito boa a historia), mas “Conselho de Amiga” me surpreendeu porque ela conseguiu passar sua mensagem sem que o livro seja chato nem cansativo. Quando você se dá conta, o livro já terminou! 

A protagonista tem muitos problemas em sua vida, e isso aproxima muito o leitor dos personagens, mas nem por isso a Ruby se torna fria ou mal humorada. Pelo contrário, ela é doce, amiga e amável, mas também é muito determinada, impulsiva e forte acima de todas as suas qualidades! 

Ela ganha de sua mãe em seu aniversário uma câmera Polaroid usada, mas que dá uma guinada em sua vida. Pelo que me pareceu, Ruby conseguia enxergar mais nitidamente a vida através da câmera antiga e cheia de defeitos do que com os seus próprios olhos. 

Sua vida é bem complicada: ela vive apenas com a mãe e ficou 6 anos sem ver o pai mas, com a ajuda de sua amiga Beth, ela conseguiu seguir em frente. Entretanto, tudo muda quando o seu pai volta em seu aniversário. O que dá a surpresa da trama é que Beth sabe de um segredo que implicaria diretamente em sua vida. 

Outro tema bem explorado no livro é a fotografia. A autora apresenta diversos fotógrafos famosos e seus estilos, e isso dá uma nova vida ao significado de enxergar através das lentes da câmera. Achei isso superinteressante, pois mostra que é um livro diferente e expressivo. 

Enfim, "Conselho de Amiga - Se não dá para confiar em seus amigos, em quem confiar?" vale muito a pena parar para ler!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Resenha de Colaborador #2 - Viva Para Contar (Lisa Gardner)

Postado por Unknown às 8/13/2012 03:06:00 PM 0 comentários
Hey galera!! Mais uma Resenha de Colaborador saindo para vocês! Desta vez, o amigo colaborador é o Allan Nogueira, que fez a resenha do livro Viva Para Contar! Espero que curtam! :)

Sinopse:
Em uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime inimaginável foi cometido: quatro membros da mesma família foram brutalmente assassinados. O pai — e possível suspeito — agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Seria um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio? Ou algo pior? D. D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar. 
Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela ainda é assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado. Quase 25 anos depois do ocorrido, quando D. D. Warren e seu parceiro aparecem no hospital, Danielle imediatamente percebe: vai acontecer tudo de novo.
Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é ter uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila. Ela o amará, independentemente do que aconteça. Irá protegê-lo e lhe dar carinho. Mesmo que a ameaça venha de dentro da sua própria casa.
Na obra de suspense mais emocionante de Lisa Gardner, autora best-seller do The New York Times, a vida dessa três mulheres se desdobra e se conecta de maneiras inesperadas. Pecados do passado são revelados e segredos assustadores mostram a força que os laços de família podem ter. Às vezes, os crimes mais devastadores são aqueles que acontecem mais perto de nós.

Resenha:
“Viva para Contar” é um ótimo livro de suspense policial, contando a história de um dos casos da detetive D.D. Warren, quando uma família de um pacato bairro de Boston é assassinada, sendo o pai o principal suspeito. A história, no entanto, não é contada inteiramente pela detetive, mas explorando as perspectivas de mais duas personagens: Danielle Burton, uma jovem enfermeira psiquiátrica com um passado sombrio e sangrento devido a uma tragédia familiar, e Victoria Oliver, uma mãe devotada, porém teimosa, tentando lidar com seu filho problemático e se adaptar a sua nova vida.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Resenha de Colaborador - O Clã dos Magos (Trudi Canavan)

Postado por Unknown às 7/27/2012 07:47:00 PM 0 comentários
Oi pessoal!! Hoje trago uma novidade para vocês! O PseudoEstante vai ter uma nova coluna chamada Resenha de Colaborador, onde serão publicadas resenhas feitas por amigos meus que super toparam dar uma mãozinha com a leitura! Eu sugeri, eles abraçaram a ideia e já tenho o primeiro resultado dessa parceria. O colaborador de hoje é o João Linhares, que fez a resenha de O Clã dos Magos!

Sinopse:
Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.
Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente.
Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.
Skoob - Book Trailer - Facebook - No site da Editora

Resenha:
É complicado fazer uma história sobre magia, porque ela pode seguir vários rumos. Em “O Clã dos Magos”, Trudi Canavan segue uma diretriz do estilo de Harry Potter: uma realidade, com classes sociais distintas, em que existem pessoas normais e pessoas que podem utilizar magia. Essas necessitam de treino, ou seja, devem ser encaminhadas ao clã para aprenderem a utilizar tal talento. Apesar de ideia e história interessantes, o livro poderia ter sido bem melhor. 

A história começa com uma garota chamada Sonea, uma personagem de classe social baixa, que se reencontra com seus amigos Harrin e Cery, que fazem parte de uma gangue. No momento do encontro, está ocorrendo a chamada Purificação: uma tradição no reino de Imardin em que um clã, composto por magos, realiza uma varredura pela cidade, expulsando criminosos e vagabundos presentes no local. A gangue encarrega-se de se rebelar como pode, jogando pedras em vão na direção dos magos, que são paradas por um escudo mágico. Em dado momento, Sonea acerta uma pedra em um deles, liberando surpresa, preocupação e, acima de tudo, medo. E, quando se toca do que fez, ela foge. 

A primeira observação a ser feita é que o começo do livro é muito confuso. A autora demora a se achar na forma que decide escrever o livro. A história começa agitada, mas pouco direta, de modo que em um momento, Sonea está fugindo de um guarda e, do nada, já se aliou com a gangue. A história, inclusive, se perde muito nos detalhes, de modo que, quando a autora precisa ser direta, ela não é. E quando precisa ser detalhista, passa rápido. Mesmo assim, depois dos primeiros capítulos, a história se encontra e o livro adquire uma forma muito fácil de ler, tornando-se uma leitura leve e sem palavras difíceis. 

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