terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Resenha de Colaborador #8: O Começo de Tudo (Wild Cards) - George R. R. Martin (Editora Leya)

Postado por Ingryd Lessa às 1/21/2014 08:00:00 AM
Olá pessoal!! Hoje tem resenha feita pelo colaborador Allan Nogueira! Espero que gostem! ;)

Sinopse:
Em 1946, um vírus alien que reescreve o DNA humano é acidentalmente lançado aos céus de Nova Iorque, matando 90% dos que têm contato com ele. Entretanto, 9% sofrem mutações que os transformam em criaturas deformadas (conhecidos como Coringas) e o 1% restante (conhecidos como Ases) obtém super poderes. Uma parcela dos Ases é chamada de Dois, são os que adquiriram super poderes ridículos ou insignificantes. O vírus transportado pelo ar por fim se espalha sobre todo mundo, infectando dezenas de milhares de pessoas. Fazem parte da série contos e romances-mosaico que compartilham um mesmo universo ficcional. Criada por um grupo de escritores americanos, foi reunida e editada pelo autor best-seller George R.R. Martin.

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Autor: George R. R. Martin - Editora: LeYa - Páginas: 480 - Gênero: Fantasia/ Super-heróis
Resenha:
O primeiro livro da série, escrito por vários autores, incluindo George R. R. Martin, e editado pelo mesmo, conta por meio de várias histórias curtas como a Terra seria após um suposto experimento virológico alienígena, em 1946, que pode causar 3 efeitos em humanos infectados: morte imediata ou em poucos dias em 90%; deformações incapacitantes ou não em 9%; e, nos 1% restantes, desenvolvimento de poderes sobre humanos.

A primeira parte do livro conta sobre a chegada do Dr. Tachyon à Terra a fim de impedir que o experimento aconteça, explicando que seu planeta natal, Takis, é dividido entre servos e as grandes famílias, cujos integrantes são dotados de grandes poderes psíquicos. Como essas famílias estão sempre em guerra umas com as outras, a família de Tachyon desenvolveu uma nova arma, o vírus carta selvagem, visando aumentar seus próprios poderes. Porém, era necessária uma fase de teste antes, e quem melhor que seus geneticamente idênticos, os humanos?

No entanto, a cruzada de Tachyon falha e o vírus é liberado, primeiramente em Nova Iorque, depois se espalhando de diversas formas pelo mundo, pouco a pouco. É então que os afetados começam a sofrer os efeitos de tirar as cartas. Os que tiram a Rainha negra, morrem instantaneamente ou em poucos dias de diversas formas, dependendo de seus próprios subconscientes. Os que tiram curingas sofrem deformações diversas, também guiadas, geralmente, por suas personalidades e características físicas. E existem os que tiram áses, ganhando poderes mas nenhuma deformação física, mas podendo ganhar poderes relativamente inúteis, sendo chamados de dois de paus.

Ainda nessa primeira parte, é contada parte da história do Dr. Tachyon e seu esforço para curar ou tratar os afetados, e como também se envolve na formação de um time de áses, os exóticos pela democracia, que representa os anos dourados dos afetados pelo vírus. O grupo age como apoio ao governo e passa a intervir em conflitos internacionais que fazem um paralelo ao nosso universo, como a guerra civil chinesa, a vitória comunista, a deposição de Perón na Argentina e uma tentativa de assassinato contra Gandhi na Índia. Mas essa era não dura muito e logo eles caem nas mãos do comitê de atividades antiamericanas (HUAC) e a histeria anticomunista. Suas reputações são destruídas e seus membros caem em desgraça e são deportados, à exceção do ás judas, Jack Braun, que traiu seus companheiros, marcando uma nova era, a de perseguição aos afetados pelo vírus.

Já na segunda parte do livro, as histórias são focadas em novos protagonistas, iniciando uma nova era para áses e curingas, como o Tartaruga, um telecinético cujos impressionantes poderes estão ligados sua sensação de segurança, o que o leva a agir dentro de uma casca, um carro reforçado e com câmeras em seu exterior, Jack Esgoto, um curinga que se transforma em um crocodilo quando perde o controle de suas emoções, até mesmo alguns naturais/normais, pessoas não infectadas pelo vírus. Nessa parte também vemos o retorno de Tachyon aos EUA, após o que aconteceu com os exóticos pela democracia e Blythe, sua amante e uma das integrantes do grupo, e subsequente deportação do alien para a Europa bem como sua nova vida como um bêbado e morador de rua. E esses são apenas alguns exemplos dos personagens apresentados no livro.

Concluindo, Wild Cards é um livro muito dinâmico na forma de contar sua história, preferindo seus personagens e pontos de vista a uma narrativa linear e direta. Também em sua escrita, um espelho dos acontecimentos do nosso universo, como a revolução comunista e o movimento hippie da década de 1960 e como curingas e áses atuam neles. A leitura é bem fácil, considerando que são várias histórias curtas, porém interligadas, o que a torna menos cansativa, e durante ela, podemos até relembrar um pouco da história mundial no século XX. Os personagens são muito bem explorados ao longo do livro ou em seus próprios capítulos na segunda parte, mas pode ser difícil lembrar-se de todos, visto que muitos são citados em diversas histórias antes de aparecerem em sua própria, mas isso se resolve facilmente com um leve retrocesso nas páginas para procurar essas citações e compreender melhor como cada uma das histórias está interligada com as outras.

1 comentários:

FelipeFalado disse...

Eu ainda pretendo comprar o Wild Cards. A sequencia dos livros parece muito boa. Não sei se confio no Martin nesse tipo de romance, mas foi muito bem elogiado, então darei a chance.
;)
http://lisos-somos.blogspot.com.br/

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