Sinopse:
Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.
Enquanto a multidão é expurgada da cidade, uma jovem garota de rua, furiosa com o tratamento dispensado pelas autoridades a sua família e amigos, atira uma pedra ao escudo protetor, colocando nisso toda a raiva que sente. Para o espanto de todos que testemunham a ação, a pedra atravessa sem dificuldades a barreira e deixa um dos mágicos inconsciente.
Trata-se de um ato inconcebível, e o maior medo da Clã de repente se concretiza: uma maga não treinada está à solta pelas ruas. Ela deve ser encontrada, e rápido, antes que seus poderes fiquem fora de controle e destruam a todos.
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Resenha:
É complicado fazer uma história sobre magia, porque ela pode seguir vários rumos. Em “O Clã dos Magos”, Trudi Canavan segue uma diretriz do estilo de Harry Potter: uma realidade, com classes sociais distintas, em que existem pessoas normais e pessoas que podem utilizar magia. Essas necessitam de treino, ou seja, devem ser encaminhadas ao clã para aprenderem a utilizar tal talento. Apesar de ideia e história interessantes, o livro poderia ter sido bem melhor.
A história começa com uma garota chamada Sonea, uma personagem de classe social baixa, que se reencontra com seus amigos Harrin e Cery, que fazem parte de uma gangue. No momento do encontro, está ocorrendo a chamada Purificação: uma tradição no reino de Imardin em que um clã, composto por magos, realiza uma varredura pela cidade, expulsando criminosos e vagabundos presentes no local. A gangue encarrega-se de se rebelar como pode, jogando pedras em vão na direção dos magos, que são paradas por um escudo mágico. Em dado momento, Sonea acerta uma pedra em um deles, liberando surpresa, preocupação e, acima de tudo, medo. E, quando se toca do que fez, ela foge.
A primeira observação a ser feita é que o começo do livro é muito confuso. A autora demora a se achar na forma que decide escrever o livro. A história começa agitada, mas pouco direta, de modo que em um momento, Sonea está fugindo de um guarda e, do nada, já se aliou com a gangue. A história, inclusive, se perde muito nos detalhes, de modo que, quando a autora precisa ser direta, ela não é. E quando precisa ser detalhista, passa rápido. Mesmo assim, depois dos primeiros capítulos, a história se encontra e o livro adquire uma forma muito fácil de ler, tornando-se uma leitura leve e sem palavras difíceis.