quinta-feira, 2 de abril de 2015

Resenha: Convergente - Veronica Roth (Editora Rocco)

Postado por Ingryd Lessa às 4/02/2015 04:45:00 PM
ATENÇÃO: Esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores da série!!!

Sinopse:
E se tudo em que você acreditasse fosse uma mentira? Em Convergente, o aguardado volume final da trilogia Divergente, de Veronica Roth, uma revelação que deveria ter permanecido em segredo põe em questão a existência da sociedade baseada em facções na qual a protagonista Tris Prior acreditara um dia. Um novo mundo é revelado além dos muros da Chicago distópica em que Tris nasceu e cresceu, e ela é mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. 
Em Convergente, a sociedade que se dividia em Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza encontra-se destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Diante da oportunidade de explorar o mundo além dos limites que ela conhecia até então, Tris não hesita em partir, na esperança de ter uma vida nova ao lado de Quatro – livre de mentiras complicadas, lealdades suspeitas e memórias dolorosas. O que ela encontra, no entanto, é uma realidade ainda mais alarmante do que aquela deixada para trás. Antigas descobertas rapidamente perdem o sentido. Novas verdades explosivas transformam os corações daqueles que ela ama. Mais uma vez, Tris é obrigada a compreender as complexidades da natureza humana – e a si mesma –, enquanto convergem sobre ela escolhas impossíveis. 
Narrado sob uma emocionante perspectiva dupla, Convergente revela os segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitores com Divergente e Insurgente.
Compre aqui:
 
Título original: Allegiant - Autor: Veronica Roth - Páginas: 528

Resenha:
Distopia é distopia. Isso significa que todas elas devem ter um final trágico? Ou que qualquer personagem pode morrer na história? Ou ainda que tudo pode dar errado no final das contas? Não sei se há uma resposta correta para tais perguntas, só sei que Convergente usou e abusou bastante dos nervos da leitora chocada e deprimida (e até mesmo um pouco revoltada) que vos escreve.

Depois da trama intensa, e até um pouco confusa, de acontecimentos em Insurgente, o terceiro livro começa sob o impacto que o vídeo de Edith Prior causou. Como vocês devem se lembrar, o complexo da Erudição foi invadido pelos Sem-Facção e mais algumas pessoas, principalmente membros da Audácia, com o objetivo de matar Jeanine e destruir todos os dados da facção.

Mas Tris, que resolveu confiar em Marcus e, mais uma vez, deixou Tobias de fora de seus planos, vai com a missão de impedir que esse caos aconteça. Ela consegue alcançar parte do seu objetivo apenas, e isso resulta simplesmente na super confusão que começa após a passagem do tal vídeo, que explica um pouco de como são as coisas fora da cerca para todos.

Não podendo perder a oportunidade, Evelyn rapidamente instala uma pequena ditadura, determinando que as facções devem acabar e que ela será a nova líder daqui para frente. É lógico que nem todo mundo vai ficar satisfeito com isso, até porque foi praticamente trocar seis por meia dúzia né gente? Então os sentimentos de revolta, impulsionados pelo pedido de Edith Prior para que os Divergentes formem um "exército" e saiam da cidade em busca da "verdade", levam um grupo a se organizar com dois grandes objetivos: o de seguirem para além da cerca e o de manterem a todo custo a organização da população em facções. Eles irão se chamar "Leais" e serão compostos por praticamente todos os principais personagens da série. E é aí que o bicho vai realmente começar a pegar!

Como tudo é uma questão de política, sair fugido de uma ditadura é tão difícil quanto chegar em um local totalmente desconhecido e ignorado. Nessa nova localidade além da cerca, que é uma base do governo para realizar pesquisas genéticas, Tris, Tobias, Christina e outros irão descobrir muito mais do que poderiam imaginar, incluindo toda a verdade por trás da "divergência" e o motivo da existência da cidade cercada em que sempre viveram.

Eu gostaria de falar muito mais sobre a história, mas sinto que, se passar daqui, terei que soltar um spoiler atrás do outro (é tããão complexo fazer uma resenha assim!! D:). Há toda uma revelação assombrosa de um passado meio macabro daquele lugar e seu governo e, assim, várias situações conseguem finalmente ser bem explicadas. Só que explicar e entender não é o mesmo que aceitar tudo aquilo como verdade, e é por isso que Tris e Tobias vão se meter em mais algumas confusões, juntos ou não.

Agora vem a parte chata... falar sobre o ponto negativo do livro. Quem leu os dois primeiros sabe que Veronica Roth mata os personagens sem dó nem piedade. E em Convergente não vai ser diferente, principalmente no final do livro, que eu particularmente não gostei (só de lembrar já dá uma raivinha! afff). Fiquei chocada, triste, chorei com vontade, mas, além de tudo, fiquei muito chateada com desfecho - na minha opinião, desnecessário - da série. Vejam bem, eu amo a trilogia! Acho Divergente um livro absolutamente fantástico. Achei Insurgente meio bagunçado, mas reflete bem o momento pelo qual os protagonistas estão vivendo. E é claro que achei incrível quando finalmente revelaram os segredos políticos escondidos há séculos por trás de tanto mistério em Convergente, sem contar a sacada mega genial da autora de fazer uma narração dupla entre Tris e Tobias. Mesmo assim, admito com todas as letras: nunca conseguirei aceitar várias coisas que aconteceram no final ~revoltante~ criado pela Veronica Roth.

Quem já leu está entendendo bem o que eu quero dizer e, para quem vai ler, só digo uma coisa: prepare-se sempre para o pior. A cada momento que tanto o leitor quanto os protagonistas conhecem um pouco mais da verdade, mais tensos, agitados e neuróticos vão ficando os dois. E aí querido(a), quando a guerra finalmente estourar, você só poderá ficar olhando e lendo... com o coração na mão de tanta aflição. Agradeço demais a Veronica Roth pela história inteligente, envolvente, arrebatadora e incrível que ela criou, mas tia, você pisou feio na bola nesse finalzinho hein!! 

Fecho esta resenha com a mesma pergunta que fiz no início: toda distopia deve ter obrigatoriamente um final trágico? Reflitam... 

Beijos!

1 comentários:

Lucas Gilmar disse...

mesmo que a serie de livros não ter me conquistado minha amiga gosta muito do livro em quartão vou tentar pegar para ler futuramente quando acabar essa febre kkkk beijinhos
http://livro-azul.blogspot.com.br/

Postar um comentário

Obrigada pelo seu comentário e volte sempre!! :)

PseudoEstante Template by Ipietoon Blogger Template | Gadget Review