quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Resenha: A Casa das Orquídeas - Lucinda Riley (Editora Novo Conceito)

Postado por Ingryd Lessa às 8/08/2013 11:23:00 AM
Sinopse:
Quando criança, a pianista Júlia Forrester passava seu tempo na estufa da propriedade de Wharton Park, onde flores exóticas cultivadas pelo seu avô nasciam e morriam com as estações.
Agora, recuperando-se de uma tragédia na família, ela busca mais uma vez o conforto de Wharton Park, recém-herdada por Kit Crawford, um homem carismático que também tem uma história triste. No entanto, quando um antigo diário é encontrado durante uma reforma, os dois procuram a avó de Júlia para descobrirem a verdade sobre o romance que destruiu o futuro de Wharton Park...
E, assim, Júlia é levada de volta no tempo, para o mundo de Olívia e Harry Crawford, um jovem casal separado cruelmente pela Segunda Guerra Mundial, cujo frágil casamento estava destinado a afetar a felicidade de muitas gerações, inclusive da de Júlia.

Autora: Lucinda Riley - Editora: Novo Conceito - Ano: 2012 - Número de páginas: 560

Resenha:
Júlia Forrester é uma grande e famosa pianista que, devido a uma terrível tragédia familiar, acaba saindo de sua casa na França para voltar a morar na Inglaterra em um chalé isolado, frio e solitário. No momento, a solidão é tudo o que ela precisa para curar a dor e o vazio que vem sentindo há meses. Como também mora em Norfolk, Alícia (irmã mais velha da protagonista) acaba visitando Júlia com frequência, procurando ao máximo cuidar dela. E isso sempre deixa Júlia furiosa, já que não quer que ninguém demonstre compaixão.

Até que, por ideia de Alícia, as duas vão visitar Wharton Park com o objetivo de comprar algo para o pai delas. O local, que no passado foi a grande e bela propriedade da linhagem dos Crawford, hoje está sendo vendida junto com seus pertences para cobrir suas dívidas. E ambas possuem ligação com o lugar, já que o avô delas foi o jardineiro de lá por muitos anos e, na infância, elas passavam o verão no local.

E é enquanto está em Wharton Park que Júlia reencontra um velho conhecido: Kit Crawford, que ela conheceu lá mesmo quando era criança e que agora é o atual dono da propriedade. Apesar de tantos anos terem passado, Kit e Júlia se reaproximam e se identificam maravilhosamente bem.

Para a surpresa de todos, durante a reforma que o local está passando antes de ser vendido, é encontrado  no antigo chalé em que o avô de Júlia morava o diário de um prisioneiro de guerra localizado em Changi (Singapura) no ano de 1941. Esse achado vai trazer à tona importantes segredos de duas famílias, que envolvem um triste passado e será capaz de modificar o presente por completo.
****
Preciso confessar, antes de qualquer coisa, que esta resenha está para sair há meses e eu simplesmente não consegui completá-la da forma que eu queria. O livro é tão incrivelmente complexo que falar sobre ele por alto não foi satisfatório para mim. Mas, se eu aprofundasse mais, soltaria muito spoiler! Admito também que relutei para lê-lo porque suas 560 páginas me assustaram, mas desde o momento que comecei não quis parar até acabar (nisso se foram 2 dias inteiros, parando para comer e dormir apenas).

Esteticamente falando, o livro é lindo demais. As letras da capa são de um rosa pink metálico divino e as imagens são significantes e pertinentes. A diagramação também é muito bem feita, o que tornou a leitura agradável e confortável. Além disso, "A Casa das Orquídeas" é dividido em 2 grandes partes: inverno e verão. Dentro delas, há uma alternância de foco entre o presente e o passado. E assim temos, dentro do mesmo livro, duas histórias diferentes e com suas particularidades, porém relacionadas e que afetam diretamente uma a outra.

Mesmo o passado não sendo a história principal, ganha destaque absoluto, possuindo até maior quantidade de páginas e detalhes que o presente. E isso faz com que você mergulhe de cabeça nos fatos, por vezes até esquecendo de Júlia e Kit. Sem contar que a comparação entre a sequência de acontecimentos das duas histórias é inevitável já que, até certo ponto, parece que a essência deles se repete.

Resumindo: este é um livro muito complexo! Eu gostei muito, principalmente por ele ter a alternância entre  os acontecimentos do passado e do presente - que te cativam por estarem absolutamente ligados e dependentes. Mas prepare-se: "A Casa das Orquídeas" não é um livro fácil. Para lê-lo, esteja preparado para os acontecimentos (que me abalaram bastante, pelo menos) e para as mil surpresas que surgem ao longo da história. Se você gosta de romances complicados e surpreendentes, eu recomendo!

1 comentários:

Priscilla Bessoni Marchete disse...

Me lembrou o filme, Jardim Secreto. Gostei. Parece ser um bom livro. Bjks e passa lá! Seguindo por aqui...

Priscilla
www.feminiana.blogspot.com

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